CTB recebe a visita de novos representantes da OIT no Brasil.

Publicado: 20/10/2011 em Uncategorized

A CTB recebeu nesta terça-feira (18), em sua sede nacional, a visita do norte-americano Stanley Gacek e do colombiano Carlos Rodríguez, novos representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil. Eles iniciaram um ciclo de visitas às centrais do país, com o objetivo de estreitar os laços de cooperação com as entidades.

A CTB foi a primeira central visitada pelos dois dirigentes, que foram recebidos pela secretária de Finanças, Gilda Almeida, e pelo secretário adjunto de Relações Internacionais, João Batista Lemos.

Gacek disse que é um grande privilégio assumir o cargo de diretor adjunto da OIT para o Brasil. “Acompanhei a evolução do sindicalismo democrático e militante no país desde os anos 80”, destacou. Entre suas prioridades a médio prazo, está a articulação junto ao movimento sindical por conta da Conferência Nacional do Emprego e Trabalho Decente, marcada para maio de 2012. “Nessas reuniões que teremos com as centrais iremos ouvir diretamente suas reivindicações e como estão os trabalhos para a Conferência”, disse.

Rodríguez, por sua vez, destaca o papel que o Brasil e seu movimento sindical têm desempenhado. O dirigente, que já foi presidente da CUT-Colômbia, destaca a necessidade de lutar contra as práticas antissindicais no país, como forma de dar continuidade ao crescimento demonstrado nos últimos anos.

“O Brasil demonstrou, nos últimos anos, que é possível aplicar medidas anticíclicas, distintas daquelas tradicionais do FMI para superar a crise. Demonstrou que era necessário aumentar o consumo interno e o salário para sair da crise”, afirmou. “Agora temos o compromisso total de trabalhar diretamente com o movimento sindical e seus representantes pelas causas do trabalho decente, por mais empregos, mais proteção social, mais diálogo e mais respeito pelos princípios fundamentais da OIT”, sustentou.

Estados Unidos

Gacek também fez uma análise dos movimentos que estão acontecendo na atualidade em seu país natal, os Estados Unidos. Para ele, o que está surgindo é uma expressão democrática, vinda de muitos setores da classe média, dos jovens e também dos trabalhadores. “E obviamente o movimento sindical nos EUA também tem expressado a necessidade de mais investimentos no trabalho decente e numa política de emprego para sair do buraco da crise”, afirmou, em português muito bem articulado.

“O paradigma da desregulamentação do mercado financeiro está desmoronando, a partir da reação popular. As expressões de resistência estão ficando mais sistemáticas. Podemos ver que agora grande parte dos líderes desse movimento tem buscado no movimento sindical uma forma de atrair um continente maior da população”, destacou o dirigente da OIT.

“Acho que o momento é muito interessante. Mesmo que não tenha a participação de toda a massa nos EUA, são manifestações muito honestas, que se refletem na base. Essa efervescência que está surgindo representa um sendo comum da maioria. E acho que Obama agora pode levar adiante com mais força a política de emprego, cujo pacote é também apoiado pelo movimento sindical. Mesmo com a derrota desse pacote no Senado, fica mais clara a necessidade de uma política de emprego mais forte”, finalizou.
Fonte: http://ctbcamacari.blogspot.com/

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