Desenvolvimento só se dará com fortalecimento do mercado interno

Publicado: 16/09/2011 em Uncategorized

Só seremos um país desenvolvido quando a política brasileira fortalecer o mercado interno, reduzir os juros, valorizar o salário mínimo, aumentar o financiamento do BNDES e diminuirmos as desigualdades sociais. Com esta frase, Márcio Pochmann abriu o Seminário “A Valorização do Trabalho na nova Política Industrial Brasileira”, realizado em 12 de setembro pela Fitmetal na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF.

O presidente do IPEA destacou que a maioria política trabalha com dois projetos contraditórios, um seria o Brasil da Fama, que defende as commodities e altas taxas dos juros e, um Brasil do Vácuo que defende o valor agregado e o conhecimento tecnológico na cadeia produtiva.

Pochmann diz que outra estratégica dedesenvolvimento deve ser a defesa nacional da indústria e o investimento destacom a inovação da ciência e tecnologia voltadas para o trabalhador. 


Segundo o professor da Universidade Federal da Bahia, Renildo de Souza, o país tem vários problemas, mas a maior está na falta de financiamento do crédito interno. “Nosso sistema bancário é concentrado no lucro em curto prazo e não no investimento financeiro do crédito na produção”, avaliou o professor Renildo.

O professor alertou sobre o absurdo que existe no Brasil, quando apenas só 5% dos técnicos em pesquisas tecnológicas estão no Nordeste e 90% concentradas no Sudeste e Sul do país. O país precisa ter competitividade tecnológica, investir na formação do trabalhador, pois enquanto exportamos bens primários para a China, o Japão exporta aos chineses, máquinas sofisticadas com alta tecnologia.

Em sua participação, o deputado Assis Melo, PCdoB/RS e dirigente do Sindmetal de Caxias do Sul, que será o interlocutor entre os trabalhadores e o legislativo, foi enfático ao afirmar que o desenvolvimento do país passa pela industrialização e valorização do trabalho. 

No período da tarde as palestras tiveram a presença de Airton dos Santos, técnico do Dieese; André Luís dos Santos, assessor do Diap; Alexandre Comin, diretor do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; deputado Assis Melo; Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB; Luiz Gonzaga de Negreiros, diretor da CGTB. 

“Ao final deste evento pretendemos elaborar um documento especial sobre as discussões e deliberações deste Seminário como contribuição a este novo processo”, esclarece o presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha.

Participaram do evento o Deputado Federal Assis Melo (PCdoB-RS), comissão parlamentar em defesa do desenvolvimento econômico e da valorização do trabalho, Alexandre Comin, Ministério da Indústria e Comércio, Marcio Pochmann, presidente do IPEA, Renildo Souza, professor de economia da UFBA, e Nivaldo Santana, da CTB, além da CGTB e do DIAP. Os Metalúrgicos da Bahia também foram representados pelos dirigentes Adson Batista, Natan Batista, Pergentino Bonfim, Julio Bomfim e Aurino Pedreira, secretário Norte/Nordeste da FITMETAL.


16/09/2011
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